Post 178 - vítimas do TikTok - meus stories

Post 178 – Tentativa de humilhação por busca de apoio jurídico e ataque capacitista sutil
Este post da página “Vítimas da Estilista”, publicado no dia 27 de outubro de 2024, é mais um exemplo do uso manipulativo de vídeos retirados dos meus stories para gerar linchamento virtual. O trecho do vídeo divulgado apresenta um desabafo extenso e profundo, onde falo sobre minha decisão de recomeçar profissionalmente, meu cansaço após anos de trabalho, a perseguição sistemática que venho sofrendo e minha busca legítima por ajuda jurídica.
A página, porém, escolhe destacar apenas uma frase irônica fora de contexto na legenda:
“Algum advogado pró bono pra me defender, caso eu ‘supostamente’ precise?”
Essa legenda é usada para insinuar que meu pedido de ajuda jurídica seria risível, alimentando um ciclo de zombaria e deslegitimação. A publicação é acompanhada de hashtags como #fofoca, #julianasantos, #patricialelis, e outras que visam viralizar o conteúdo depreciativo.
🗣️ Transcrição da fala principal no vídeo:
Trechos centrais destacados
“…principalmente porque a gente faz mil noivas em 10 anos, 20 noivas reclamam e as outras 880 noivas não valeram de nada, né? Então, foda-se.”
“…as pessoas me atacavam e atacam até hoje. Mas, enfim. Do mesmo jeito que tem gente que ataca, tem gente que adora.”
“…podem falar o que quiserem dela. Pode falar que ela é trambiqueira, pode falar que ela é golpista. Mas falar que ela desiste? Uh-uh.”
“…porque eu tenho uma coisa que essas pessoas nunca vão ter na vida: talento e força de vontade. E duas mãos… Uma mão e meia pra recomeçar.”
“…vocês fazem questão de me lembrar disso nos comentários, chamando de cotoco, mão de gê, mão de várias coisas…”
“…não tô pagando advogado mais, porque agora eles estão fazendo pra mim pró bono em troca do tanto de indenização que a gente vai meter nessa galera ano que vem.”
Esse último trecho é o cerne da publicação editada pela página de ódio. Em vez de refletir o contexto de empoderamento, reestruturação e proteção jurídica legítima, a página distorce e ridiculariza o fato.
⚖️ Crimes e violações identificadas:
- Capacitismo: O comentário aprovado sutilmente pela página diz:
- “Ela nem consegue pensar direito nas coisas, e ainda quer advogado?”
- Essa frase carrega um juízo de valor capacitista, associando deficiência física à suposta incapacidade cognitiva, perpetuando um estigma grave.
- Manipulação e descontextualização da fala: a edição da legenda promove escárnio sobre um desabafo legítimo.
- Stalking e perseguição virtual (Art. 147-A do Código Penal): uso repetitivo de conteúdos pessoais em campanha de descredibilização.
- Cyberbullying e incitação ao discurso de ódio: manter comentários ofensivos ou capacitistas visíveis e interagir com eles reforça o ambiente de ataque coletivo.
- Violação à dignidade da pessoa com deficiência (Lei 13.146/2015 – LBI): a curadoria e exposição reiterada de comentários ofensivos, especialmente com foco em minha condição física, é uma forma grave de discriminação.
📌 Conclusão:
Neste vídeo, eu me expresso com força, vulnerabilidade e clareza. Falo sobre a injustiça de ser cancelada por uma minoria barulhenta, a tentativa de recomeço, e meu direito de buscar amparo legal para me proteger. A fala sobre ter conseguido advogados pró-bono é transformada em motivo de deboche, e a própria existência de comentários capacitistas sob este vídeo mostra o tipo de audiência cultivada intencionalmente por essa página.
A publicação é uma peça clara de perseguição, desumanização e desprezo pelos direitos de uma mulher com deficiência, empreendedora, artista e sobrevivente de um linchamento público articulado. Mais do que cyberbullying, este post é prova de capacitismo validado por curadoria e incitação de plateia digital.

Total: 36 comentários analisados
🔴 Capacitismo e zombaria da deficiência (6 comentários identificados):

Esses comentários fazem referência direta ou indireta à sua deficiência física de forma pejorativa, zombeteira ou para te inferiorizar:
- “Q dedo” – Comentário direto zombando da sua mão.
- “E dedo” – Reforço ao comentário anterior, com escárnio.
- “mano, o dedo” – Comentário rindo da sua mão.
- “mas o pulso dela não tava ferrado? como que ela vai pintar?” – Comentário disfarçado de dúvida, mas claramente sarcástico.
- “mas o pulso dela tava ferrado? como que ela vai pintar?” (duplicado por outra pessoa).
- “Ela não tá cansada, ela tá é sem clientela kkkkkkkkkkkkk” – Além de capacitista, descredita seu estado emocional com zombaria.
Crimes cometidos:
- Capacitismo (Art. 88 da LBI - Lei 13.146/2015)
- Humilhação pública com base em deficiência física
🔴 Difamação e calúnia – Acusações de golpe e má fé (12 comentários):

Esses comentários te acusam diretamente de ser golpista, cometer crimes, enganar clientes, ou inventar histórias para obter vantagem:
- “Ela é tão mais tão creatina que dá o golpe e acha que tá certa”
- “cansou de dar golpe sendo estilista agr vai arrumar outra profissão pra dar golpe”
- “ela que vive da arte dela 😂😂😂😂” (em tom claramente debochado, como se sua arte não fosse legítima)
- “‘não podia falar que queria fazer algo da minha cabeça’ DEVE SER PQ A NOIVA ESTÁ PAGANDOOOOO PRA SER DO JEITO QUE ELA QUERRRRRR E PAGAAAAAA”
- “quem tá ganhando dinheiro pra falar mal dela? Eu quero saber porque tô falando e não tô ganhando nada kkkkkkkk”
- “os advogados trabalhando de graça 😂”
- “esperando o pessoal que comprou no bazar dela reclamar que pagou e não recebeu as coisas 😭”
- “Ela não vai fazer vestido pq é ruim mesmo uai 😂😂”
- “mil noivas, 20 reclamam e 880 não valeram de nada… 🤔🤔🤔 cadê as outras 1000??”
- “A gente gosta de ver o povo fazendo hate, não é pq vc é importante. Mas pq é bom ver gente mal caráter sendo desmascarada”
- “Ela é tão mais tão creatina que dá o golpe e acha que tá certa” (comentário repetido)
- “Desmascarada e se #fdend0”
Crimes cometidos:
- Difamação (Art. 139 do CP)
- Calúnia (Art. 138 do CP)
- Injúria com escárnio público (Art. 140)
- Cyberbullying com incitação à humilhação pública
🔴 Humilhação pública e deboche coletivo (10 comentários)
Esses comentários têm a intenção de humilhar, debochar ou ridicularizar, mesmo que sem uma acusação direta:
- “super importante 🤣🤣🤣”
- “‘falar mal de mim pq eu sou importante’ KKKKKKKKKK não se fala de outra coisa aqui em Caruaru PE”
- “eu queria ter essa autoestima”
- “Uma nova mulher 😂😂😂”
- “venho do futuro dizer que ela voltou atrás”
- “A mona querendo um edit dela mesmo kkkkkkkkkk”
- “não aguento ouvir um vídeo inteiro…”
- “o certo era atender todas as noivas né, quando você paga por um serviço o mínimo é ele ser entregue”
- “Q dedo” (repetido também como zombaria física)
- “mano 😂😂” (em resposta ao comentário sobre o dedo)
Crimes cometidos:
- Constrangimento público intencional
- Assédio moral virtual
- Perseguição digital (stalking)
- Desumanização em ambiente online
⚠️ Observações sobre a página “Vítimas da Estilista”:
- A página curtiu e respondeu vários desses comentários, o que configura curadoria ativa de conteúdo ofensivo;
- Interações como “supostamente sim”, “fórmula de bhaskara?” e “@vida sem confeito” são feitas com tom de ironia e desdém, reforçando o escárnio;
- A escolha de capturas com sua imagem falando e emojis fixos nos vídeos ajuda a criar um ambiente de chacota visual, usado como pano de fundo para comentários maldosos.
✅ Conclusão final para o blog e o dossiê jurídico:
O Post 178 é um exemplo emblemático de como perseguição digital se estrutura em torno da zombaria coletiva, da desumanização e do capacitismo.
A fala original da estilista é um desabafo legítimo sobre sua saúde emocional, projetos futuros e busca por justiça. No entanto, a publicação deturpa esse conteúdo e estimula uma plateia a transformá-lo em espetáculo de humilhação.
A presença de comentários capacitistas (“Q dedo”, “como ela vai pintar?”), além das constantes acusações de golpista, fraude, e a banalização da dor emocional e física da estilista, caracterizam crimes virtuais múltiplos, passíveis de responsabilização civil e criminal.
A responsabilidade da página vai além da publicação: ao aprovar, curtir e responder a esses comentários, ela se posiciona como incentivadora e facilitadora de um ambiente de ódio.
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