🔥 A VERDADE POR TRÁS DOS PRINTS FORJADOS POR PATRÍCIA E PELO PERFIL “VÍTIMAS DA ESTILISTA”

 🔥 A VERDADE POR TRÁS DOS PRINTS FORJADOS POR PATRÍCIA E PELO PERFIL “VÍTIMAS DA ESTILISTA”


Durante meses, muita gente me perguntou por que eu continuo escrevendo o blog, revisando cada detalhe, voltando em postagens antigas e analisando uma a uma as acusações.

Muitos acham que eu faço isso por fofoca, por querer “reacender” uma história antiga ou “pegar hype” na internet. Mas não.

Este blog não é entretenimento — é o meu relatório jurídico, um documento vivo que está sendo apresentado à delegacia e aos meus advogados.

Eu preciso que as pessoas entendam uma coisa muito simples:

👉🏻 a única vítima desse crime sou eu.

Se eu não me defender, se eu não mostrar onde estão as mentiras, as manipulações e as distorções, quem vai fazer isso por mim?

Ninguém mais pode dizer o que é verdade ou mentira dentro da minha própria história. Só eu vivi tudo o que está sendo contado — e é justamente por isso que eu venho, desde junho, lendo e relendo cada postagem, cada comentário, cada “denúncia”, para mostrar os erros, as contradições e as falsificações.

As responsáveis por esse crime insistem em afirmar que têm acesso a pessoas próximas de mim, de várias fases da minha vida, e que, por isso, “sabem a verdade”.

Mas o que elas realmente fazem é misturar pedaços da minha história com invenções, costurando essas partes para criar narrativas que soem verossímeis.

É uma forma sofisticada de manipulação: elas fabricam os relatos com base em lembranças ou nomes de pessoas que já passaram pela minha vida — e usam isso para dar aparência de verdade às mentiras que publicam.

No caso dessa conversa de WhatsApp, que ficou entre as acusações mais graves e compartilhadas, eu mesma demorei para perceber o erro.

Por meses, essa conversa me deixou em dúvida, até porque ela foi feita para parecer convincente.

Mas ontem, com ajuda espiritual — sim, porque eu acredito profundamente na força dos meus guias —, algo me disse para olhar com mais atenção.

Eles plantaram a semente: “olhe os detalhes”.

E quando acordei hoje, dia 6, o dia em que estou finalizando este relatório, eu finalmente vi.

Vi onde estava o erro. Vi o ponto exato que denuncia a falsificação.

Para comprovar o que descobri, pedi ajuda de uma amiga. Ela me emprestou o celular da filha para que eu pudesse simular uma conversa real, reproduzindo o mesmo cenário e mostrando como a mensagem deveria aparecer se tivesse acontecido de verdade.

A partir desse único detalhe — um erro pequeno, mas decisivo —, fica provado como Patrícia e o perfil “Vítimas da Estilista” falsificaram os prints, sem sequer perceber que a própria interface do aplicativo as denunciava.

Nos próximos tópicos, eu vou mostrar, em etapas, onde está esse erro técnico e como ele desmonta toda a farsa.

E junto com essa análise, vou apresentar também um vídeo explicativo com áudio descritivo, para que qualquer pessoa — mesmo sem conhecimento técnico — possa entender por que essa conversa nunca existiu.

Agora, a partir daqui, começa o último relatório de prova:

a desmontagem completa dos prints falsificados utilizados por Patrícia e pelo perfil “Vítimas da Estilista”.

A prova da adulteração dos prints de WhatsApp

Abaixo publico o vídeo narrativo em que explico, ponto a ponto, como os prints de WhatsApp foram adulterados e por que é impossível que tais imagens tenham sido geradas a partir do mesmo celular. Em seguida apresento a simulação que fiz com uma amiga para ilustrar, na prática, os erros mais comuns de quem fabrica prints.

Elementos identificados que comprovam a falsificação

Os principais elementos que mostram inconsistência entre os prints são:

• Diferença do idioma exibido entre os primeiros prints e o segundo print para a ação de “Salvar contato”

• Incoerência do nível de bateria em relação ao horário do print.

• Foto de perfil como fator determinante

A seguir, no vídeo, eu demonstro visualmente cada um desses pontos e depois apresento o resultado da simulação que fiz com a minha amiga — uma conversa montada na qual reproduzimos os mesmos equívocos e mostramos como a montagem fica evidente para quem presta atenção.



Em seguida ao vídeo disponibilizo o áudio completo da narração e uma transcrição resumida em texto, para facilitar a leitura e a anexação ao dossiê. Também faço aqui um pedido público e formal: 

conforme a própria legenda das responsáveis diz que “os prints estão disponíveis para perícia”, solicito publicamente o envio dos prints originais (arquivos de captura, sem edição) para que o perito indicado possa realizar a perícia técnica imparcial. O perito já acompanhou a simulação e apontou, entre outros, a inconsistência da bateria como elemento de fácil comprovação técnica.


Resumo técnico da análise dos prints adulterados

No vídeo, é feita uma análise minuciosa dos prints de WhatsApp utilizados para criar uma conversa supostamente verdadeira. À primeira vista, o material pode parecer autêntico, mas ao examinar com atenção, surgem diversas inconsistências técnicas que comprovam adulteração.



O vídeo demonstra que os prints foram montados de forma conveniente, com poucos trechos selecionados apenas para reforçar uma narrativa específica. No fim, é incluído um print do perfil de Juliana, usado como suposta “prova de autenticidade”, mas que contém o erro mais grave de toda a sequência.

1. Alteração de idioma



Todos os primeiros prints exibem notificações e mensagens em português. Logo em seguida, no print que mostra o meu perfil, aparece a interface em inglês, com a opção “Save Contact”. Essa mudança de idioma só pode ocorrer na configuração do próprio aparelho, não dentro do app isoladamente. Portanto, para que fosse legítimo, a pessoa teria que ter alterado o idioma do celular dela no intervalo entre a primeira captura (por volta das 14h40-14h45) e o print final (por volta das 5h50 da manhã). Isso é absurdo, visto se tratar de uma mãe de santo brasileira — não faz sentido que ela trocasse a configuração do idioma do telefone para inglês, justamente para salvar o meu contato.


2. Horário e nível de bateria

Os primeiros prints foram capturados por volta de 14h40-14h45 da tarde. Já o print que mostra a minha foto de perfil foi tirado entre 5h50 e 6h00 da manhã.

De acordo com pesquisa e a conversa com o perito digital que foi consultado, um dos fatores mais determinantes para perceber falsificações, além das questões puramente visuais, é o nível da bateria em relação ao horário da captura: como regra geral, mais de 90% das pessoas deixam o celular carregando durante a noite; ao acordar cedo, o celular está em 100% ou quase isso. No print das 5h50-6h da manhã a bateria não está em 100% nem baixa — esse “meio termo” é incompatível com o comportamento normal de uso. Além disso, nos primeiros prints (~14h40), aparece apenas Wi-Fi ativo, e nos prints da manhã aparece rede de dados + Wi-Fi, o que sugere aparelhos diferentes ou momentos distintos, não continuidade de captura.



3. Ausência e reaparecimento da foto de perfil



• Nos primeiros prints há o meu número, mas não há a minha foto de perfil. Isso é coerente, considerando que o meu número não estava salvo no aparelho da outra pessoa e eu também não tinha salvo o dela, o que impediria a foto de aparecer.

• No segundo print (o do perfil) aparece somente o meu número + a opção “Salvar contato” (em inglês) e a minha foto — o que é tecnicamente contraditório: se o meu número não estava salvo, não havia razão para minha foto aparecer. E mais: como mostra o perito, o WhatsApp bloqueia screenshots de fotos de perfil.   Como então essa imagem aparece neste print final? Esse é o “plot-twist” que revela a adulteração: a foto aparece quando não deveria, em outro idioma, com “salvar contato” em inglês, tudo junto indicando montagem.


Trechos das diretrizes oficiais do WhatsApp

• Bloqueio de screenshot da foto de perfil: “To help protect user privacy, WhatsApp blocks users from taking screenshots of profile photos. This means that you can’t take a screenshot of another person’s profile picture …”  

https://faq.whatsapp.com/3307102709559968?utm_source=chatgpt.com

• Privacidade da “foto de perfil” e visibilidade: “By default … any user can see your profile photo … You can change who can see your profile photo via Settings > Privacy.”  

https://faq.whatsapp.com/3307102709559968?utm_source=chatgpt.com


Simulação comprobatória

Para confirmar os indícios, Juliana reproduziu o mesmo processo com uma amiga:



• No primeiro teste, o celular estava configurado em português — todas as notificações e opções (“mensagem apagada”, “mensagem temporária”, “salvar contato”) apareceram no idioma correto.



• No segundo teste, após alterar o idioma do sistema para inglês e reiniciar o aparelho, todas as notificações passaram a aparecer em inglês, comprovando que o idioma exibido depende da configuração do sistema.

• Também foi demonstrado que, sem o contato salvo, a foto de perfil não aparece em nenhum momento.

• Ao tentar printar a foto, o WhatsApp bloqueou a imagem, reproduzindo a tela preta que prova a segurança do app.


Conclusão e pedido de perícia

A análise comprova que os prints apresentados não poderiam ter sido gerados a partir do mesmo aparelho, apresentando alterações de idioma, horário, rede, bateria e exibição de imagem que configuram manipulação digital.

Por isso, Juliana faz um pedido público de perícia técnica, solicitando o envio dos prints originais em arquivo bruto (sem cortes, edições ou compressões) para exame oficial. O perito digital já consultado confirmou a validade dessa análise e destacou que o material exibido se enquadra nos padrões de prints forjados via sites e aplicativos de manipulação de conversa, facilmente identificáveis em exame pericial.


Bloco: Análise das métricas e reações do primeiro vídeo


Agora, vamos apresentar a análise das métricas do primeiro vídeo publicado, e também dos comentários presentes nessa primeira parte, onde a administradora da página começa mostrando uma suposta conversa de direct com um “filho” ou “filha” da casa espiritual.

Como já foi demonstrado no post anterior — onde analisamos detalhadamente todas as mensagens e comprovamos as inconsistências e manipulações nas falas —, neste ponto o foco passa a ser a reação do público e as intenções por trás da forma como o vídeo foi estruturado.

Fica evidente que o objetivo principal era mencionar a Bel de forma calculada, sabendo que o nome dela despertaria uma comoção popular imediata, especialmente por envolver também a filha dela. Essa associação foi feita de maneira emocional, sem provas, para gerar impacto e tentar recuperar o engajamento perdido nas postagens anteriores.

No entanto, ao observar as métricas gerais do vídeo — que alcançou 50,4 mil visualizações, 1.905 curtidas e 155 comentários —, percebe-se que o resultado ficou muito abaixo do esperado.

Mesmo com mais de cinquenta mil visualizações, o vídeo não alcançou nem 4% de engajamento em curtidas e menos de 1% em comentários, o que representa uma taxa extremamente baixa para o padrão de publicações anteriores do perfil.

Considerando que, em média, vídeos com esse alcance costumam gerar cerca de 10% de curtidas em relação ao número de visualizações (ou seja, algo em torno de 5 a 6 mil curtidas), fica claro que muitas pessoas assistiram, mas poucas realmente acreditaram na história.

Grande parte do público provavelmente assistiu por curiosidade ou aguardando desdobramentos, o que demonstra uma quebra de confiança em relação às narrativas do perfil.

Esse comportamento reforça o que já vinha sendo percebido em outras postagens: a perda gradual da credibilidade do projeto, à medida que as acusações se tornavam mais absurdas, mais confusas e menos embasadas em fatos.

Mesmo com o uso emocional do nome da Bel e o apelo religioso da legenda, o público não respondeu com o mesmo envolvimento que era observado nas fases anteriores dos ataques.

A seguir, serão apresentados os comentários dessa publicação, com destaque para:

• as menções diretas à Bel e à filha dela, evidenciando o uso do nome como gatilho emocional;

• os comentários que configuram crimes como injúria, difamação, intolerância religiosa e incitação ao ódio;

• e os comentários neutros ou de dúvida, que indicam a diminuição do impacto e da credibilidade da postagem.


Bloco: Análise dos comentários do vídeo “Contém Gatilhos – Parte 1”

A seguir, apresento a análise detalhada dos 155 comentários registrados no vídeo “Contém Gatilhos – Parte 1”, que acumulou 50,4 mil visualizações e 1.905 curtidas.

Os comentários evidenciam que a intenção principal da publicação era associar meu nome a práticas religiosas e espirituais de forma difamatória, utilizando linguagem que mescla intolerância religiosa, injúria moral e manipulação emocional — especialmente através da menção ao nome da Bel e à filha dela, usada como gatilho de comoção pública.

Mesmo sem atingir o engajamento esperado, o conteúdo produziu um ambiente de hostilidade e preconceito, onde grande parte dos comentários reforça estigmas contra religiões de matriz africana, além de repetirem ofensas e julgamentos morais sem qualquer embasamento.









1. Comentários que configuram crimes (injúria, difamação e intolerância religiosa)

a) Intolerância religiosa e preconceito espiritual

“Se essa estilista fosse tão macumbeira como ela fala, ela mesma fazia os trabalhos.”

“Se fosse tão bruxa, não tava na m3rda.”

“Essa mulher precisa de psiquiatra, quem faz trabalho pra amarrar pessoa é doente.”

“Exu dá caminho pra quem merece, essa aí vai se afundar cada vez mais.”

“O lugar que frequento é umbanda e o que ela fala é totalmente diferente. Isso aí é do demônio.”

“Espiritismo é caridade, o que ela faz é amarração.”

“Amarrar a um pobre kkkkk.”

Esses comentários configuram crime de intolerância religiosa (art. 20, §2º da Lei 7.716/1989) e injúria discriminatória (art. 140, §3º do Código Penal), ao atacarem diretamente a fé e os fundamentos espirituais associados à minha prática religiosa, reduzindo-os a práticas demoníacas, “trabalhos de amarração” ou distorções moralistas.

b) Difamação e ataques à honra

“Essa mulher tem muita maldade no coração.”

“O sonho dela se realizou: a famosa caloteira.”

“Essa estilista sempre entrega o pior em todas as esferas.”

“A vida dela tá destruída, e é merecido.”

“Juliana sempre fazendo o mal e colhendo o que planta.”

“Desejo tudo o que ela faz de volta pra ela.”

“Finalmente explicado onde vai a grana: além da erva, quem usa pó gasta muuuito.”

Essas mensagens se enquadram em difamação (art. 139 do Código Penal) e injúria simples (art. 140), com agravante de exposição pública em massa e reiterada. São comentários voltados à humilhação moral, à associação da minha imagem a crimes, vícios e comportamentos imorais, todos sem base fática.

c) Incitação ao ódio e perseguição coletiva

“Juliana não sabe o vespeiro que se meteu.”

“Quem mexe com a Bel se afunda.”

“Ela vai pagar caro por tudo.”

“O plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória.”

“Cada vez que acompanho essa história, mais ela se afunda.”

Essas falas representam incitação ao ódio (art. 286 do Código Penal) e perseguição (art. 147-A), pois reforçam a ideia de que eu mereço punição ou sofrimento, incentivando o público a me hostilizar e naturalizando a violência simbólica.

2. Comentários neutros ou de dúvida

“Não duvidando do relato, mas é complicado publicar sem saber quem é.”

“Essa Patrícia não é a Patrícia Lélis?”

“Eu lembro dessa história, mas ainda não entendi o que tem a ver.”

“Achei confuso, não entendi se ela é a vilã ou a vítima.”

Esses comentários, ainda que poucos, mostram que parte do público não entendeu o conteúdo ou começou a perceber que havia algo estranho na narrativa.

A presença de dúvidas e pedidos de esclarecimento demonstra perda de credibilidade, reforçando o dado técnico de que menos de 1% do público interagiu ativamente — sinal de cansaço e questionamento diante das manipulações constantes.

3. Menções diretas à Bel e à filha

“Bel é uma fofa, super do bem.”

“Que a espiritualidade proteja Bel e a filha dela.”

“Não acredito que queriam fazer trabalho pra Bel e pra filha dela.”

“Gente, ela queria amarrar mãe e filha?”

“Bel maravilhosa, nunca fez mal a ninguém.”

“Coitada da Bel, e ainda envolvem a filha.”

Essas mensagens deixam clara a intenção emocional e manipuladora da postagem: usar o nome da Bel — e principalmente o da filha — como gatilho de empatia e comoção, desviando o foco do falso conteúdo dos prints e criando um cenário de perseguição simbólica.

A própria forma como os comentários se concentram em defender Bel, sem discutir o conteúdo do vídeo, comprova que o material foi planejado para gerar reação afetiva, não reflexão racional.


Bloco Extra — Análise do uso de perfis falsos e manipulação de comentários


Agora, vamos analisar essa conversa em específico, que ocorreu na seção de comentários do vídeo “Contém Gatilhos – Parte 1”, publicado no perfil Vítimas da Estilista.



Conversa completa entre @tutybarret e @killernanafromouterspace (divine)

Segue abaixo a transcrição literal da conversa, conforme capturada nos prints do vídeo “Contém Gatilhos — Parte 1”, publicado no perfil Vítimas da Estilista em abril de 2025.

Todas as mensagens estão reproduzidas na ordem original, mantendo a grafia e pontuação das participantes.

📜 Transcrição integral


@tutybarret:

é interessante é q esses relatos só aparecem qnd juliana faz um vídeo desmentindo alguma coisa. Esse relato é mt grava, ao meu ver deveriam ter exposto isso há mt tempo, não só agr.

@tutybarret → @divine:

essa pessoa q mandou o relato poderia ter mandado antes da Juliana ter feito o vídeo sobre o pai de santo, não?

@divine → @tutybarret:

a pessoa pediu no inicio da conversa pra nao ter o nome e o rosto exposto pq nao queria q a juliana fosse atras, visto que eh comum a estilista mandar mensagem para as pessoas q tiveram um problema com ela buscando um esclarecimento de pq elas estao expondo ela, se vc olhar alguns relatos atras aconteceu isso com a senhora do tenis! so descer os videos q vc vai ver a estilista juliana cobrando posicionamento dela sobre os videos do tenis, e coincidentemente ela so respondeu e entregou o tenis pra senhora depois de ser exposta 😂 e nao eh só com essa senhora há outros relatos de noivas q expuseram ela aqui no perfil e ela depois entrou em contato com essas noivas mandando áudios supostamente absurdos de visualização unica pra cobrar delas o POR QUE elas estao expondo, entao eh normal que essa pessoa nao queira ter sua identidade exposta pra nao ter que lidar com mais uma cobrança da estilista entendeu? se vc quiser posso te marcar nos videos q ela cobra as clientes dela ☺️

@divine → @tutybarret:

nao, postou ontem alguns dias depois, elas mandaram o relato no mesmo dia da polêmica do pai de santo, acredito que ela mandou pra desmentir o relato da juliana sobre o pai de santo, e supostamente mais pessoas do terreiro confirmaram a história da pessoa, outras pessoas do terreiro também entraram em contato com as meninas do perfil, mas apenas essa menina autorizou a postagem do relato. creio nem todas as pessoas que relatam sua experiência com a juliana querem que seus relatos sejam publicados. entendeu?

@divine → @tutybarret:

sim eu entendo! percebo o seu lado e vc esta certa em ouvir os dois lados, só estou te explicando que nesse caso como nos outros relatos há um certo “modus operandi” de ações e falas muito características da estilista sabe? varias pessoas que nao se conhecem que relatam a mesma experiência a mesma coisa, fica dificil acreditar que uma pessoa assim eh a vitima da sociedade entende meu ponto? cada um tem o direito de acreditar no que quiser ☺️ mas acho importante tudo ser esclarecido com verdades e fatos e acho perigoso cairem em manipulações e sensacionalismo de videos pensados para causar “empatia”, tipo aqueles videos de blogueira q sabe q fez algo de errado e vem chorar na internet dizendo quem me conhece sabe 😂 eh tipo isso que eu particularmente nao caio

@divine:

o relato eh do dia 6 de abril

@tutybarret → @tutybarret:

mas penso q tmb tem a possibilidade de algumas pessoas estarem querendo ferrar ela mais ainda, inventando coisas etc

@divine → @tutybarret:

ah e tem mais um ponto que eu particularmente acho interessante, eu acredito que o relato seja supostamente verdadeiro uma vez que 1- há outras pessoas que confirmam esta história 2- ela ofereceu o cpf e os dados para se apresentar na justiça como testemunha, eu particularmente nao acredito que uma pessoa conhecedora das leis “básicas” iria se dispor a mentir a frente de um tribunal só para fazer “mal” a alguem. mas bem isso eh achismo meu e pensamento conforme o meu bom senso

@divine → @divine:

eu disse essa menina mas eu nao sei se eh uma menina 😂 suposição minha, pode ser uma menino entao me reiterando esta pessoa autorizou a postagem do relato na pagina

@tutybarret → @divine:

entendi. Eu sou assim, eu sempre fico querendo saber os dois lados e sou uma pessoa empático, não gosto de pensar q alguém está sendo julgado por coisas inventadas. Eu sei q ela não é santa, mas eu acho mt estranho isso, nunca tem provas, só prints e nem mostra a cara nem nome da pessoa, isso qualquer um pode fazer se passando por qualquer pessoa.

mas é se essa pessoa não existir e for alguém criado por essas pessoas dessa página? aí ela pode oferecer tudo oq quiser, né, pq a gente nunca vai saber.

mas a página havia postado antes?


Análise da construção narrativa e dos indícios de manipulação

A conversa acima é um exemplo completo da tática de “controle narrativo nos comentários” usada pela página Vítimas da Estilista — um tipo de interação projetada para dar aparência de diálogo natural, mas que, na prática, serve para reforçar a credibilidade de uma história falsa e neutralizar dúvidas legítimas de espectadores reais.

1. Estrutura e papel das interlocutoras

• @tutybarret é uma seguidora real que levanta dúvidas autênticas e coerentes: ela questiona o tempo de publicação, a falta de provas, e a possibilidade de que os relatos sejam fabricados.

• @divine (perfil @killernanafromouterspace) age como “consultora da narrativa” — um tipo de perfil fake ou auxiliar da administração da página que entra nas conversas com respostas longas, articuladas, e emocionalmente controladas, simulando conhecimento de bastidor e acesso a supostas fontes internas.

As mensagens da conta divine revelam padrão de linguagem profissional, não espontâneo: frases longas, uso de conectivos lógicos (“uma vez que”, “visto que”, “coincidentemente”), ausência de erros graves de digitação, e uso estratégico de emojis — o que contrasta totalmente com o comportamento de uma seguidora comum no TikTok.

2. Estratégia discursiva usada para manipulação

Ao longo da conversa, divine emprega três técnicas centrais:

• Técnica de validação por autoridade falsa:

Ela menciona “CPF”, “dados”, “testemunha judicial” e “outras pessoas do terreiro confirmaram” — criando uma ilusão de provas jurídicas que não são mostradas nem comprováveis. Essa tática serve para intimidar quem questiona, fazendo parecer que existe base legal para o relato.

• Técnica de generalização emocional:

Em vez de se ater ao fato questionado, divine desloca o foco para um suposto “modus operandi da estilista”, repetindo frases genéricas sobre “várias pessoas que não se conhecem relatando o mesmo”. Isso transforma o comentário em um mini-artigo opinativo, desviando a atenção do conteúdo falso para uma narrativa moral.

• Técnica de persuasão empática:

O uso de emojis (☺️😂), expressões de humildade (“acho interessante”, “meu bom senso”, “entendeu?”), e elogios à interlocutora (“vc está certa em ouvir os dois lados”) cria um tom de confiança e proximidade. Isso reduz a resistência da leitora e faz parecer que é um diálogo genuíno — quando, na verdade, é uma manipulação retórica cuidadosamente construída.

3. Indícios de perfil coordenado e fake

O comportamento do perfil @killernanafromouterspace (divine) apresenta claros indícios de ser um perfil coordenado e utilizado de forma estratégica para manipular a narrativa e validar publicações da página Vítimas da Estilista.

Primeiro, é importante observar a linha temporal da atuação desse perfil. No dia 13 de abril, ele aparece fazendo um comentário que reforça e valida a principal acusação apresentada pela página contra a Bell, demonstrando envolvimento direto com a narrativa publicada naquele dia. Já no dia 14 de abril, ou seja, no dia seguinte, o mesmo perfil reaparece — desta vez, respondendo a única seguidora que havia levantado questionamentos reais e que poderia gerar algum tipo de debate nos comentários. Essa entrada imediata e estratégica mostra que o perfil não age de forma orgânica, mas atua de maneira coordenada, provavelmente sob orientação direta da administração da página.

Além da atuação cronológica sincronizada, há diversos elementos técnicos e comportamentais que indicam se tratar de um perfil fake, possivelmente comprado ou criado para uso indevido.

Abaixo, segue a análise detalhada:

a) Construção proposital para parecer autêntico



Ao criar um perfil falso em plataformas como o TikTok, é comum que os responsáveis tentem reproduzir métricas superficiais de legitimidade, justamente para evitar que o perfil seja identificado como fake logo de início.

Isso explica o motivo pelo qual o perfil @killernanafromouterspace foi estruturado com números altos e cuidadosamente calibrados:

• 1.018 seguidores,

• 440 contas seguidas,

• 8.862 curtidas,

• e nenhum conteúdo público, pois a conta é privada.

Esses dados revelam uma inconsistência evidente: é praticamente impossível que um perfil privado, sem identificação pública e sem publicações visíveis, alcance organicamente esse número de seguidores e curtidas. No TikTok, contas privadas só crescem de forma significativa quando são perfis pessoais de figuras públicas, influenciadores ou profissionais conhecidos, que usam a conta como extensão de conteúdo exclusivo.

Nesses casos, há sempre uma identificação clara: nome real, foto reconhecível, ou menção direta do tipo “Close Friends”, “Vlog pessoal”, “Conteúdo exclusivo”, entre outros.

No caso em análise, não há nada disso. O nome “divine”, a imagem genérica usada como avatar, e a ausência total de identificação pessoal indicam que se trata de uma conta criada unicamente para interagir nos comentários de perfis alheios, o que é típico de perfis coordenados para manipulação.

b) Métricas incoerentes e provável compra de seguidores

Outro indício técnico está nas métricas de engajamento.

Se um perfil tem mil seguidores e mais de oito mil curtidas, mas nenhuma postagem pública visível, isso sugere que as curtidas foram adquiridas artificialmente — o que é comum em serviços de venda de engajamento automatizado.

O padrão é o seguinte: o criador do perfil compra um pacote de seguidores falsos, passa a seguir várias contas (como o caso dos 440 perfis seguidos) para gerar aparência de reciprocidade, e em seguida compra curtidas em um ou dois vídeos iniciais apenas para dar “lastro” ao perfil.

Esse comportamento é coerente com perfis utilizados em operações de difamação organizada, pois as administradoras precisam de contas aparentemente legítimas, mas sem identidade rastreável, para participar de debates, responder comentários e validar postagens — como ocorreu aqui.

c) Indícios de escrita e linguagem coordenada

A linguagem utilizada pelo perfil divine é idêntica ao padrão redacional das administradoras do perfil Vítimas da Estilista:

• frases longas, bem estruturadas e com lógica argumentativa;

• ausência de erros ortográficos graves;

• uso de expressões típicas da página (“as meninas do perfil”, “as pessoas que relataram”, “modus operandi”, “relato confirmado”);

• e inserção de emojis em momentos calculados para dar leveza à resposta.

Esse padrão é completamente incompatível com o comportamento de uma seguidora comum, reforçando a hipótese de que se trata de uma conta operada diretamente por alguém da equipe da página, ou até mesmo por uma das administradoras principais, possivelmente Patrícia, utilizando um perfil paralelo.

d) Função narrativa e tática de manipulação

O modo como esse perfil age também confirma a intenção estratégica:

• No dia 13, comenta reforçando a principal acusação do vídeo;

• No dia 14, entra em debate com a única seguidora crítica, tentando convencê-la com argumentos longos e cuidadosamente redigidos;

• Em ambos os casos, adota um tom “razoável e empático”, simulando neutralidade, mas sempre reafirmando a veracidade do conteúdo da página e desacreditando a vítima.

Essa sequência demonstra coordenação narrativa, uma tática recorrente em campanhas de difamação digital.

É o mesmo método visto em casos de stalking coletivo, onde a perseguidora cria perfis falsos não apenas para vigiar, mas para reforçar publicamente o discurso difamatório, dando a impressão de apoio popular e dificultando que o público identifique a manipulação.


Segunda Parte do Vídeo “Contém Gatilhos — Final”

Nesta segunda parte do vídeo, a página Vítimas da Estilista dá continuidade à narrativa iniciada na publicação anterior, agora utilizando uma nova montagem de prints de WhatsApp para tentar reforçar a veracidade do relato apresentado no primeiro vídeo.

📉 Análise de métricas e engajamento

Enquanto o primeiro vídeo alcançou 50.400 visualizações, este segundo vídeo apresenta queda significativa de desempenho, atingindo apenas 27.600 visualizações — menos da metade do alcance anterior.

Esse declínio demonstra que, mesmo com o reforço narrativo e a continuidade temática, o público já começa a perder interesse e credibilidade na sequência de vídeos.

O mesmo padrão de queda é observado nas demais métricas:

• Curtidas: o número ficou muito abaixo do esperado para o volume de visualizações. Considerando uma taxa média de 10% de engajamento, o vídeo deveria ter entre 2.700 e 3.000 curtidas, mas teve menos da metade desse número.

• Comentários: a participação nos comentários também caiu drasticamente, ficando menos da metade do total do vídeo anterior, o que mostra menor envolvimento emocional do público.

Esse comportamento indica um desgaste claro no engajamento, sugerindo que o público não reagiu com o mesmo impacto nem demonstrou acreditar na continuidade da história.

A seguir, será feita a análise dos comentários dessa segunda parte, destacando como o público reagiu, quais perfis se repetem, e quais mensagens configuram crimes de difamação, injúria e preconceito religioso, já que essa foi a parte em que começaram as referências diretas à religião de matriz africana.


Análise dos Comentários (Parte 2 — “Contém Gatilhos — Final”)

Esta segunda parte do vídeo marca uma nova etapa da manipulação narrativa, agora reforçada por uma atuação coordenada nos comentários — espaço que foi usado não apenas para propagar novas calúnias, mas também para amarrar artificialmente as versões falsas apresentadas nos vídeos anteriores.

Entre os 76 comentários registrados, observa-se um padrão nítido de repetição de perfis, linguagem organizada e respostas estratégicas do próprio perfil Vítimas da Estilista, o que comprova a atuação direta da página na indução de crenças falsas.




1. Padrões gerais dos comentários

Os comentários se dividem em três grupos principais:

1. Perfis manipulados por indução emocional: pessoas que acreditaram no conteúdo e reagiram com indignação (“Meu Deus”, “isso é pesado”, “essa mulher é louca”, “isso é crime”).

2. Perfis coordenados e repetidos: comentários muito bem articulados, que reforçam o discurso religioso ou o de culpabilização (“quem não tem caminhos não pode fazer trabalhos”, “precisa merecer o trabalho espiritual”, “ela mexeu com coisa errada”).

3. Perfis de ataque direcionado: contas que zombam, ironizam ou associam a estilista à prática de magia negra, inclusive com comentários de preconceito religioso e associações criminosas.

Entre os exemplos mais graves estão frases como:

“Ela é desesperada e tá atrás até de trabalho mano”,

“Isso mostra como ela é psicopata, narcisista querendo fazer mal até a um bebê”,

“Essa criatura teve tudo o que mereceu”,

“Ela é do mal, mexe com Exu e quer se achar santa”,

“Vamos avisar pra ela que pra ter Exu tem que ter axé, e ela não tem nenhum”.

Essas expressões configuram injúria, difamação, preconceito religioso e discurso de ódio, em violação direta aos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal, além da Lei nº 7.716/1989 (crimes resultantes de preconceito de religião).


✅Presença de “Liv Chaves” — Aline Chaves, a formanda do primeiro caso

Entre os comentários, aparece o perfil @livchaves, que nada mais é do que Aline Chaves, a formanda do primeiro caso que deu início a toda essa perseguição e que, na data desta publicação, já havia produzido mais de 80 vídeos sobre Juliana e sobre os mesmos episódios relacionados ao ateliê.



Sua presença neste vídeo é extremamente significativa, pois não ocorre de forma espontânea.

No conteúdo apresentado, a mensagem exibida pelo suposto integrante do terreiro menciona que Juliana estaria “querendo fazer trabalhos para as pessoas que fizeram coisas contra ela, incluindo a formanda” — e é justamente essa formanda que Aline reivindica ser nos comentários, respondendo publicamente com a frase que a identifica como a “formanda citada”.

Além disso, na mesma sequência de mensagens, o print adulterado traz a fala de que a “formanda era feia”, e Aline — utilizando o perfil Liv Chaves — surge confirmando ser ela mesma a pessoa mencionada, numa tentativa visível de retomar visibilidade e se inserir novamente na narrativa, buscando seus “cinco minutos de fama” em meio ao caos gerado pela publicação.

Esse comportamento, além de confirmar que Aline acompanhava atentamente cada nova postagem da página Vítimas da Estilista, demonstra também uma tentativa de autopromoção e reingresso no centro da polêmica, especialmente porque o nome dela era citado de forma indireta, mas aproveitado como gatilho para gerar nova onda de engajamento.

É importante destacar que, logo após este episódio, Aline voltou a publicar novos conteúdos em seus próprios perfis, repercutindo e reforçando a mesma mentira apresentada pela página, alimentando o ciclo de difamação e exposição pública, que iremos analisar no próximo post.

Por isso, após a análise geral dos comentários deste vídeo, será realizada uma análise complementar exclusiva sobre os conteúdos publicados pela própria Aline Chaves, mostrando como ela utilizou essa acusação específica para prolongar sua aparição nas redes, propagar informações falsas e capitalizar novamente a atenção do público a partir de um tema extremamente grave e sensível.


❌Resposta oficial do perfil Vítimas da Estilista



Outro ponto gravíssimo é que o próprio perfil administrador responde diretamente a uma seguidora afirmando:

“Eu mesma enviei esse relato para a Andréia e para a Bel no interior, sem tirar nome nem número de telefone.”

Essa resposta é a prova cabal de vazamento proposital de dados falsificados, com a intenção de induzir o envolvimento de terceiros (no caso, as influenciadoras Bel e Andréia) e forçar que elas se manifestassem publicamente contra a vítima.

O fato de a própria página declarar publicamente ter encaminhado o material é um indício direto de associação criminosa e premeditação, pois demonstra que havia planejamento para espalhar as mensagens adulteradas, inclusive direcionando-as a pessoas estratégicas para gerar repercussão.

Entretanto, o mais revelador é que nem Bel nem Andréia fizeram qualquer publicação posterior com base nesses prints, o que evidencia uma contradição fundamental:

• Se as duas tivessem realmente acreditado na veracidade do conteúdo, teriam acionado imediatamente a polícia ou a imprensa, já que a suposta acusação envolvia práticas espirituais e ameaças — algo gravíssimo sob qualquer ponto de vista.

• Contudo, nenhuma das duas utilizou o material, o que indica que sabiam da falsificação ou preferiram se afastar para não se incriminarem.

Mesmo assim, é importante frisar que a omissão não apaga a responsabilidade:

se elas realmente receberam os prints oficiais, contendo a conversa completa e os dados da pessoa que, no próprio diálogo, se disponibilizava a ser testemunha, elas tinham todos os elementos necessários para registrar um boletim de ocorrência contra Juliana, por perseguição, ameaça ou difamação.

Em termos legais, qualquer pessoa em posse de uma prova desse tipo, caso fosse verdadeira, teria a obrigação de acionar as autoridades — até porque esse tipo de acusação poderia gerar um inquérito criminal de alto impacto, com consequências sérias para a reputação e a liberdade da pessoa acusada.

O fato de nenhum boletim de ocorrência ter sido aberto demonstra que as próprias envolvidas sabiam da falsidade do conteúdo e optaram por não transformar a mentira em ato jurídico, restringindo-se ao campo digital, onde as consequências se limitam à humilhação pública da vítima, sem o risco de responsabilização legal.

Esse detalhe é decisivo, pois mostra que a intenção nunca foi buscar justiça, mas sim promover um linchamento digital — explorando o alcance emocional e viral da difamação sem enfrentar a seriedade do contraditório judicial.


✅ Reincidência do perfil divine

O perfil @killernanafromouterspace (divine) aparece novamente, mantendo o mesmo padrão de escrita, timing e função discursiva já identificado no primeiro vídeo.



Aqui, divine comenta novamente em torno do tema “filha da Bel”, reforçando a acusação inicial e tentando manter a discussão ativa nos comentários.

Essa repetição comprova o padrão coordenado de atuação e evidencia que o perfil foi criado especificamente para interagir em vídeos difamatórios sobre a estilista, reforçando acusações e distraindo o público dos questionamentos reais.

O tom das mensagens continua o mesmo: equilibrado, levemente empático, mas sempre mantendo a estilista como culpada e moralmente inferior — um traço típico de manipulação discursiva premeditada.


❌ Comentário capacitista — “não é porque é uma pessoa com deficiência que não pode ser ruim”

Entre os comentários analisados, um dos mais relevantes em termos simbólicos e jurídicos é o publicado pela usuária Silvia Soares, que escreveu:



“Não é sobre pessoas com deficiência, é sobre pessoas ruins em qualquer minoria.”

representa um tipo de capacitismo sutil e estrutural, presente em discursos aparentemente neutros, mas que utilizam a deficiência da vítima como parte do argumento moral.

Nesse caso, a deficiência física da estilista — já conhecida publicamente devido à exposição indevida promovida pela página — é colocada no centro de uma tentativa de diferenciar “deficiência” de “bondade”, como se fosse necessário “corrigir” uma visão distorcida do público sobre pessoas com deficiência.

Contudo, esse tipo de fala não corrige o preconceito: ele o reforça, pois:

1. Transforma a deficiência em um marcador de moralidade, ainda que para negá-la;

2. Cria um contraste simbólico entre a imagem de “pessoa com deficiência angelical” e “pessoa com deficiência perversa”, ambas desumanizantes;

3. E insere a deficiência da vítima como parte do argumento acusatório, deslocando o foco do suposto “fato” narrado para sua condição física — o que caracteriza capacitismo por associação.

Além disso, o comentário de Silvia não ocorre isoladamente.

Logo abaixo, outros usuários continuam a discussão no mesmo tom, reforçando a ideia de que a deficiência física da estilista não a isenta de ser uma pessoa má — algo que, embora logicamente verdadeiro, não precisaria ser dito se o vídeo não tivesse sido construído para explorar visualmente essa vulnerabilidade (usando imagens de vídeos e recortes onde suas mãos aparecem).

Ou seja: a própria estrutura narrativa da postagem induz o público a pensar na deficiência como um elemento relevante, e os comentários, ao reproduzirem esse tipo de discurso, normalizam o capacitismo sob o disfarce da racionalidade.

Do ponto de vista jurídico, tais comentários configuram discurso discriminatório por motivo de deficiência, enquadrado no artigo 88 da Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), que prevê punição para toda manifestação que “induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência”.

Ainda que não contenham ofensa direta, esses comentários cumprem função simbólica de desumanização, o que os torna gravemente ofensivos no contexto de perseguição e linchamento digital.

A seção de comentários do vídeo “Contém Gatilhos — Final” comprova a existência de um padrão de manipulação coordenada envolvendo:

• Perfis falsos e comprados (como divine);

• Intervenções diretas da página Vítimas da Estilista;

• Participação estratégica de pessoas públicas relacionadas aos casos (como Aline Chaves);

• E utilização de temas sensíveis — espiritualidade, maternidade e deficiência — para gerar repulsa pública.

Além disso, fica evidente a prática de discurso de ódio religioso, injúria e difamação, associando injustamente a vítima a práticas espirituais como forma de ataque moral.

Trata-se de um episódio que ultrapassa a fronteira da crítica e entra no campo criminal, configurando perseguição digital, exposição indevida e dano moral coletivo.


Análise da Terceira Parte — “Mãe de Santo nega fazer trabalho e é acusada também”



Essa última parte foi publicada no dia seguinte à postagem do segundo vídeo, logo após a divulgação do meu vídeo no YouTube, no qual eu já havia desmentido várias das falas apresentadas pelo perfil e questionado diretamente a ausência de provas reais — especialmente a falta da minha foto, do número de telefone e dos prints completos da conversa.

Como resposta direta a esse questionamento, o perfil “Vítimas da Estilista” publica este novo vídeo, fazendo questão de incluir minha imagem no início, com um corte estratégico retirado do meu próprio conteúdo do YouTube.

Essa escolha não foi aleatória: ao colocar meu rosto em destaque, elas garantem uma maior fixação visual e emocional do público, utilizando minha própria imagem para dar veracidade ao conteúdo que vem logo em seguida — que consiste apenas na sequência de prints manipulados.

O vídeo tem duração inferior a 40 segundos, o que favorece o algoritmo do TikTok, resultando em um aumento expressivo de visualizações — 55,9 mil no total.

Apesar desse pico de alcance, a relação entre visualizações e engajamento real segue inconsistente e artificial: o vídeo possui pouco mais de 2.200 curtidas, o que representa aproximadamente 4% do total de visualizações, número muito abaixo da média esperada de 8 a 10% em vídeos com bom desempenho orgânico.

Além disso, o baixo número de compartilhamentos (99) e de salvamentos (44) mostra que, embora o público tenha assistido, a maioria não interagiu nem validou o conteúdo — o que indica curiosidade momentânea, mas não credibilidade.

Essa diferença entre o alcance visual e o engajamento comprova que a entrega do vídeo foi impulsionada pelo corte de imagem (o rosto da vítima) e não pelo conteúdo em si, reforçando o padrão já identificado de uso indevido de imagem para gerar cliques e engajamento rápido, sem respaldo em provas ou coerência narrativa.

Nas próximas seções, será feita a análise detalhada dos comentários, que desta vez apresentam o maior volume numérico, mas também a maior concentração de ataques, ofensas e discursos discriminatórios, especialmente aqueles com conotação religiosa e capacitista — repetindo os mesmos padrões de discurso de ódio observados nas publicações anteriores.

Análise dos Comentários — Bloco 1: Debate Religioso e Contradições nas Falas




Neste primeiro bloco de comentários, é possível observar um debate intenso e até técnico sobre a questão espiritual levantada pelo vídeo.

Entre as mensagens, surgem colocações importantes e questionamentos pertinentes — especialmente um que destaca que, na Umbanda tradicional, geralmente chamada de “Umbanda Branca”, não se realizam trabalhos de destruição, amarração ou vingança, pois esse tipo de prática fere o livre-arbítrio e traz consequências espirituais para quem realiza.

Uma das seguidoras resume bem esse raciocínio ao comentar:

“Uma amiga minha da umbanda falou que terreiros não faziam nenhum tipo de trabalho de destruição ou amarração, só os que não são ‘corretos’, então não é assim?” — Amanda Holewinsky

Logo em seguida, outra usuária complementa:

“Isso é verdade! Na casa que eu frequentei, não faziam amarração nem destruição, porque isso afeta o livre arbítrio e traz consequências.” — Beatriz Oliveira

Esses comentários desencadeiam uma discussão com mais de 30% do total de interações, mostrando que grande parte do público não focou na acusação contra Juliana, mas sim na veracidade e coerência espiritual da narrativa apresentada no vídeo.




Outros participantes da conversa reforçam a pluralidade de fundamentos religiosos, mas ainda assim apontam o erro teológico do conteúdo publicado pela página.

“Existem diversas vertentes, doutrinas e fundamentos em terreiros. Colocar todos no mesmo balaio só mostra falta de conhecimento sobre a religião.” — Maria Lua Tarot

Esse diálogo deixa claro que, mesmo entre pessoas que praticam religiões de matriz africana, houve consenso de que o tipo de trabalho descrito não é compatível com a Umbanda, e que o vídeo incorre em generalizações perigosas, distorcendo práticas espirituais sérias e transformando-as em elementos de acusação pública.

Além disso, vários comentários mencionam o valor cobrado nos supostos trabalhos — entre 20 e 30 mil reais, segundo o próprio vídeo — e questionam essa incoerência.

“Na Umbanda não se cobra por isso, porque os trabalhos envolvem fé, não comércio. Esses valores são mais comuns em Quimbanda ou Candomblé.” — Comentário anônimo transcrito da discussão

Essa questão é especialmente relevante, pois Juliana sempre pertenceu a uma casa de Umbanda, não à Quimbanda, e inclusive já havia relatado publicamente que a própria Patrícia, responsável pela acusação, afirmava praticar a Quimbanda e mencionar valores altos em conversas anteriores.

Isso reforça a inconsistência da narrativa, pois atribuem a Juliana práticas e valores que não correspondem à sua linha espiritual nem à ética do terreiro que frequentava.

Um dos comentários ainda vai além, apontando o impacto dessa acusação também sobre o terreiro e sua dirigente:

“Não faz sentido o vídeo dizer que uma mãe de santo da casa faria esse tipo de trabalho. Isso seria acusar uma dirigente de fazer algo por fora e cobrar por isso.”

Ou seja, além de uma difamação direta contra Juliana, o vídeo acaba sugerindo uma conduta criminosa dentro de uma casa religiosa real, o que aumenta o nível de gravidade da manipulação feita pelo perfil.

Por fim, há ainda quem tente esclarecer o sentido da expressão usada nos prints falsificados — “tem que ter caminhos” — explicando que, na visão umbandista, isso significa que o pedido espiritual precisa ter autorização e propósito legítimo.

“Quando fala que ‘tem que ter caminhos’, quer dizer que precisa ter alguma espécie de autorização espiritual para ser feito. Não se faz qualquer coisa.” — Comentário da seguidora Rosa

Esse primeiro bloco, portanto, mostra que o público passou a desconfiar da coerência do relato, optando por discutir a lógica religiosa em vez de aceitar a história como verdade.

Assim, o debate revela um ponto fundamental: quanto mais o público refletia sobre o conteúdo, mais evidente se tornava que a acusação era espiritualmente e logicamente impossível — o que enfraquece fortemente a credibilidade do vídeo e do perfil que o publicou.

É aqui que começam a surgir as primeiras dúvidas públicas sobre a autenticidade das conversas e o comportamento de quem as divulgou.

Entre os comentários mais frequentes, observam-se perguntas sobre quem teria desativado as notificações das mensagens — já que, segundo o relato da suposta denunciante, ela teria perdido o acesso à conversa e alguém teria “encerrado” o chat à distância.

Uma usuária questiona diretamente:

“Mas quem desativou as notificações? Foi a Juliana ou foi a mãe de santo?”

Outra pessoa tenta justificar:

“Foi a mãe de santo que desativou pelo outro celular, tem como fazer isso.”

Esse tipo de explicação, no entanto, revela mais confusão do que clareza.

Do ponto de vista técnico, não há mecanismo oficial no WhatsApp que permita a um usuário encerrar ou desativar notificações de uma conversa em outro dispositivo sem acesso direto à conta.

Ou seja, a versão apresentada nos prints e reproduzida pela página não condiz com o funcionamento real do aplicativo, o que reforça as suspeitas de manipulação.

Alguns comentários, inclusive, expressam dúvida espontânea sobre detalhes que só um olhar atento perceberia.

Uma seguidora observa:

“Mas por que do nada a linguagem do WhatsApp muda pra inglês? Isso sim é algo estranho.”

Esse detalhe — a troca repentina do idioma da interface — é um indício clássico de edição, e demonstra que parte do público começou a notar os sinais de falsificação.

Essa percepção é particularmente simbólica porque mostra que, mesmo sem orientação ou contexto, pessoas que viram o vídeo intuitivamente perceberam algo errado nos prints.

Outro tema recorrente foi a validação do número exibido nas imagens.

Diversos comentários afirmam ter conferido o número citado nos prints e encontraram coincidência com o número profissional de Juliana, divulgado na bio do Instagram:

“Tem o telefone dela nos processos, pessoal, é esse mesmo 😂

“Tá na bio do Instagram dela pra contratação, kkk fui conferir tbm.”

Esse ponto, porém, também evidencia a intencionalidade criminosa de quem produziu as conversas falsas.

A escolha de usar o número real — público e profissional — foi deliberada: uma estratégia para dificultar a defesa e criar aparência de autenticidade.

Juliana, em sua análise, observa corretamente que, em uma situação grave como essa, jamais teria usado o número pessoal.

O fato de o mesmo número já ter sido usado em outras falsificações anteriores (como as de outubro de 2024) comprova um padrão de fraude continuada.

Em meio aos debates, alguns usuários começam a expressar incerteza sobre o conteúdo:

“Gente, desculpa, mas como comprovaram que é ela?”

“Ai que tá, ela comprovou que não é. É o número dela, mas a conversa é editada.”

Esses comentários revelam que a audiência já não estava unânime como antes.

Havia divisão entre quem acreditava cegamente no perfil e quem começava a desconfiar da manipulação — especialmente diante dos indícios técnicos e das contradições narrativas.


Bloco 3: O Áudio de Patrícia Lélis e o Silêncio Estratégico da Página

Neste bloco, temos um comentário muito pontual, feito por uma seguidora que questiona diretamente a postura da página “Vítimas da Estilista” diante de um fato gravíssimo: o áudio original de Patrícia Lélis, revelado no vídeo de resposta publicado por Juliana no YouTube.


No trecho transcrito — mostrado no print abaixo —, Patrícia admite abertamente que usa dinheiro para “gastar com advogado e pra mandar demanda no c* dos outros”, deixando claro que combina perseguição jurídica com manipulação espiritual contra pessoas que considera inimigas.

“Não é, tem que ser assim, cara. Eu gasto com advogado e pra mandar demanda no c* dos outros. […] Já fui muito idiota, sabe? Tipo de ajudar as pessoas, de ter essa preocupação de ser boa. Hoje em dia, meu irmão, a vida melhorou viu.” — Patrícia Lélis, áudio enviado em 23 de junho de 2024


Esse áudio foi apresentado integralmente por Juliana em seu vídeo de esclarecimento, e o público teve acesso à gravação completa.

Logo após a publicação, surge um único comentário cobrando explicações diretas da página, feito por uma seguidora chamada ValenKnook:

“O que vocês acham do áudio da Patrícia falando que faz trabalhos contra as pessoas que são inimigas dela?”

Esse questionamento isolado, embora solitário, é extremamente revelador. Nenhuma resposta oficial é dada pela página, demonstrando o silêncio proposital e a tentativa de evitar qualquer menção que pudesse associar o perfil à conduta da influenciadora.

Em vez de responder diretamente, perfis intermediários e fakes entram em ação, desviando o foco ou fazendo comentários cínicos, como:

“Ela já fala que é filha da p*, pelo menos não banca a coitada que nem a Juliana.”

“É só pedir perícia, fácil. Lembrando que quem pede, paga.”

Entre esses comentários aparece novamente o perfil @divine, já identificado em outras postagens como uma das contas utilizadas para defesa indireta da página.

Neste caso, o perfil atua de forma estratégica: marca a própria Patrícia Lélis, faz comentários ambíguos e reproduz falas de “suposta defesa”, sem assumir vínculo direto com a página principal.

O objetivo é duplo — proteger a imagem da administradora e ao mesmo tempo manter a idolatria ativa em torno de Patrícia, preservando o vínculo simbólico que sustenta o discurso de “autoridade moral” usado pela página.

O silêncio institucional da página diante de uma fala tão grave — uma confissão de uso de “demandas espirituais” e perseguição jurídica por vingança — é, por si só, um indício de conivência e manipulação narrativa.

Se realmente acreditassem na seriedade do tema “trabalhos espirituais usados para o mal”, a página teria condenado abertamente o áudio.

No entanto, preferiu omitir, ignorar, e continuar replicando conteúdo difamatório sobre Juliana — o que expõe uma dupla moral evidente:

• Condenam falsamente Juliana por algo que nunca praticou;

• Protegem e exaltam Patrícia, que confessa exatamente o comportamento que atribuem à estilista.

Esse episódio também marca a primeira aparição pública do áudio de Patrícia dentro dos comentários da própria página, sendo tratado de forma irônica ou debochada por alguns seguidores:

“Na minha opinião, nenhuma das duas presta. É um verdadeiro choque de monstros.”

Essa fala resume bem a estratégia: transformar um fato gravíssimo em piada, mantendo o foco na desmoralização mútua para diluir o impacto das provas reais.

Portanto, este bloco evidencia não apenas a hipocrisia e a falta de ética da página, mas também a atuação deliberada de contas-ponte (como @divine) para intervir em momentos de crise, controlando a narrativa pública e desviando qualquer responsabilidade direta das administradoras.

🔎 Introdução à Avaliação Final

A partir deste ponto, iniciamos a avaliação final sobre a autenticidade da conversa apresentada no vídeo analisado, com base em dados técnicos, cronológicos e linguísticos. Esta etapa tem como objetivo demonstrar, com precisão, que o diálogo divulgado foi integralmente forjado, construído entre as próprias administradoras do perfil “Vítimas da Estilista”, e não originado de uma denunciante real.

Para isso, será feita uma reconstituição minuciosa da cronologia dos fatos, acompanhada da análise de elementos técnicos e semânticos presentes nos prints — tais como o fuso horário, o idioma de configuração do celular, e o comportamento atípico na forma de comunicação. Esses detalhes revelam inconsistências impossíveis de ocorrer em uma troca real de mensagens entre uma “vítima” e o perfil que elas afirmam ser administrado no Brasil.

De acordo com a narrativa divulgada pelo próprio “Vítimas da Estilista”, as denúncias chegavam por meio de duas vias oficiais:

1. Pelo perfil da Patrícia, que atuava como ponte entre as denunciantes e a página;

2. Pelo perfil do próprio Vítimas, cuja administração, segundo elas mesmas, era feita por pessoas localizadas no Brasil.

Logo, se o perfil era efetivamente gerenciado a partir do Brasil, os prints das conversas deveriam exibir horários compatíveis com o fuso brasileiro. No entanto, o que se observa nesta conversa é justamente o contrário: há indícios claros de que quem recebeu e printou as mensagens estava fora do país, utilizando um celular configurado em português de Portugal, o que muda completamente o contexto.



A única integrante da quadrilha que reside fora do Brasil e que admite viver na Suíça é Tatiana, responsável pelas gravações e narrações do conteúdo divulgado no TikTok. E ao cruzarmos os horários mostrados nos prints com a diferença de fuso horário entre Suíça e Brasil, a conclusão é direta:

• A mensagem inicial, registrada como 6/04 às 04h44 (horário da Suíça), na verdade corresponde a 5/04 às 23h44 no Brasil — exatamente o dia em que publiquei o vídeo sobre o terreiro.

Além disso, há um detalhe linguístico que se torna uma das provas mais fortes de autoria: o uso de termos típicos do português de Portugal, como “respondeu-te” e “segue-te”. Esses termos só aparecem em celulares cuja configuração inicial do sistema está definida em português de Portugal, o que faz com que toda a interface dos aplicativos — incluindo Instagram, WhatsApp, Facebook e outros — seja exibida automaticamente nesse idioma.



Esse comportamento é comprovável tecnicamente e foi observado também em outros prints já analisados, nos quais a interface alterna entre português e inglês, demonstrando que o idioma-base do telefone não está em português do Brasil. Toda a interface que aparece nesta conversa segue o mesmo padrão: está em português de Portugal, o que é totalmente incompatível com a narrativa de que o perfil seria administrado por ex-vítimas e ex-funcionárias residentes no Brasil.

Esse padrão confirma que os prints foram capturados a partir do celular de Tatiana, cuja conta pessoal, Ária Gastani, estava configurada no idioma português de Portugal. Essa configuração faz total sentido, uma vez que, em várias de suas lives, Tatiana utilizava expressões características do português europeu — como “comboio” para ônibus e “telemóvel” para telefone celular —, o que já havia levantado a suspeita de que ela não residia na Suíça, como afirmava publicamente, mas sim em Portugal, onde possivelmente ainda vivia naquele período.



Essa suspeita foi posteriormente confirmada através do currículo profissional da própria Tatiana, publicado em março de 2025 em uma página de empregos na Suíça. No documento, ela informa ter trabalhado em empresas localizadas em Portugal até o início de 2024, mencionando cidades como Sondalis (Portugal) e Dandor (Portugal), o que comprova que ela permaneceu em território português até poucos meses antes de tentar se recolocar profissionalmente na Suíça. O fato de o currículo ter sido divulgado como uma busca ativa por emprego em território suíço demonstra que ela havia acabado de se mudar para o país, o que invalida completamente sua narrativa pública de que “vivia há anos na Suíça”.

Além disso, Tatiana já havia admitido em live que se mudou para Portugal ainda jovem e que possui nacionalidade portuguesa, o que explica por que todo o sistema do seu telefone — e, consequentemente, a interface de aplicativos como Instagram, WhatsApp e Facebook — está configurado integralmente em português de Portugal.


🧭 1. Linha do Tempo e Diferença de Fuso Horário

📍 Contexto:

As mensagens mostradas foram recebidas no Direct do Instagram da Tatiana, que está na Suíça (fuso UTC+2).

O remetente, segundo a narrativa do “Vítimas”, seria uma pessoa no Brasil (fuso UTC−3).

➡️ Diferença de fuso horário: 5 horas (Suíça está 5h à frente).

🕓 Horário 1 — 6/04 às 04h44 (hora da Suíça)

➡️ Convertendo:

04h44 – 5h = 23h44 do dia 5/04 (horário de Brasília).

🔹 Portanto, a primeira mensagem foi enviada no dia 5 de abril, às 23h44 no Brasil, e não “às 4h44 da manhã” — horário que aparece apenas por causa da diferença de fuso.

📌 Conclusão: isso demonstra que a mensagem foi enviada à noite, no mesmo dia em que você publicou o vídeo sobre o terreiro, e não de madrugada, como aparenta.

No começo do dia 6 de abril, a narrativa que o grupo “Vítimas da Estilista” apresentou ao público ganha forma: uma longa mensagem chega ao direct de Tatiana, aparentemente às 04h44, horário mostrado no aparelho dela — horário suíço. Convertido para o Brasil, esse carimbo corresponde a 23h44 do dia 5, ou seja, a mensagem foi enviada já na noite em que eu publiquei o vídeo em que desmentia as acusações sobre o terreiro. Essa diferença de fuso não é detalhe técnico irrelevante: ela é a chave que desmonta a versão oficial de que uma “denúncia espontânea” teria chegado ao perfil do Vítimas por vias naturais e independentes.

Ao longo daquele dia, a conversa é costurada em dois planos: o do Instagram — onde vemos apenas blocos de texto, sem carimbos detalhados entre cada troca — e o do WhatsApp — onde, nas imagens que depois foram exibidas, aparecem horários precisos. Essa mistura é proposital. No Instagram, quando há intervalos entre mensagens, a plataforma marca apenas o horário da nova postagem, o que permite a construção de uma sequência aparente sem revelar lacunas nem a duração real entre envios e respostas. É essa fragilidade da interface que torna cômodo às administradoras do Vítimas ocultar quanto tempo realmente passou entre a “primeira versão” da história e a sua encenação final.



Ao entrar em contato no dia 6 de abril, por volta das 4h44 da tarde no Brasil — horário que corresponde às 9h44 da noite na Suíça, segundo o fuso mostrado nas mensagens —, Tatiana recebe de Helena uma nova “denúncia”. Na conversa, Helena afirma que, no grupo de WhatsApp do terreiro, estavam dizendo que eu teria procurado uma mãe de santo para pedir um “trabalho espiritual de destruição”. A Tatiana, tentando dar naturalidade à situação, pergunta se se tratava de um vídeo. Helena responde que não — que era uma conversa de WhatsApp, na qual eu supostamente teria encomendado esse trabalho “contra as meninas do Vítimas”, citando nomes como Patrícia, Bel, Andréia e a formanda.


Em seguida, sem qualquer intervalo visível, a conversa é cortada e já aparece o momento em que Helena envia seis prints de WhatsApp diretamente pelo Instagram. É nesse envio que surge um detalhe revelador: o nome “Helena enviou 6 fotos ” aparece brevemente, algo que talvez tenha sido deixado ali de propósito para dar aparência de autenticidade — como se bastasse um nome genérico para validar que existia “uma pessoa real” por trás da conversa, sem, no entanto, permitir que se identificasse alguém de fato.



Esses prints foram enviados às 16h44 (horário de Brasília), mas as mensagens mostradas neles haviam sido printadas às 14h45 da tarde, ou seja, duas horas antes de Helena entrar em contato com Tatiana. Isso indica que o conteúdo já estava pronto antes mesmo de a conversa acontecer — uma peça montada previamente, apenas “encenada” depois no Instagram. E de acordo com a própria narrativa delas, tudo isso teria ocorrido no dia 6 de abril, exatamente um dia depois de eu publicar o vídeo em que desmentia as mentiras contadas pela Patrícia sobre o terreiro e minha relação com o pai Ronald.


video postado dia 05 de abril 

A coincidência não é acidental. Elas usaram o enredo do vídeo anterior para construir uma “continuação” conveniente, criando o pretexto de que eu teria reagido com raiva e procurado uma mãe de santo para pedir trabalhos de destruição. O que não é dito, porém, é que naquele mesmo período eu estava com uma vaquinha aberta no YouTube, arrecadando doações para contratar um advogado e dar prosseguimento ao processo judicial sobre os ataques que eu vinha sofrendo. A campanha estava pública, com comentários, prints e datas, e ainda assim as páginas de ataque deixaram a entender para os seguidores de que o dinheiro seria usado para “trabalhos espirituais”.

Inclusive essa percepção é vista em alguns comentários na página validando essa narrativa.

Após toda essa análise, alguns pontos tornam-se ainda mais evidentes quando observamos os próprios comentários deixados no perfil Vítimas da Estilista. Neles, as administradoras tentam justificar o fato de que, nos prints exibidos, aparece a palavra “hoje”, mesmo que o vídeo com essas imagens tenha sido publicado apenas no dia 13 de abril. Em resposta a uma seguidora que questionou a discrepância, elas afirmam que a conversa teria ocorrido “na semana passada”, logo após o meu vídeo sobre o terreiro, e que o print mostrava “hoje” porque teria sido tirado “enquanto a conversa acontecia”. Em outro comentário, reforçam: “o print foi tirado enquanto a conversa acontecia, por isso está escrito hoje, e foi mandado no mesmo dia pra gente”.



Essas respostas, no entanto, acabam servindo como confirmação involuntária da farsa. Afinal, se o vídeo foi publicado em 13 de abril, e elas mesmas dizem que os prints foram feitos “na semana passada”, isso significa que as imagens foram criadas por volta de 6 de abril — exatamente o dia posterior à publicação do meu vídeo sobre o terreiro, o que coincide com o período em que a página repentinamente foi colocada no modo privado e ficou fechada por alguns dias.

Essa pausa, que inicialmente parecia apenas um recolhimento momentâneo, ganha novo sentido: enquanto o perfil estava fechado, elas estavam fabricando a nova acusação — uma peça planejada para ser publicada dias depois, quando o impacto seria maior e minha voz estivesse mais fragilizada. No mesmo 6 de abril, eu havia publicado um vídeo de grande repercussão, em que desmontava parte das mentiras e mostrava a proporção real das denúncias verdadeiras e das fabricadas, evidenciando que a maioria das postagens do Vítimas explorava aspectos da minha vida pessoal e não fatos profissionais. Esse vídeo causou incômodo evidente à página, que se apressou em restringir comentários e esconder conteúdos para evitar questionamentos.

No dia 7 de abril, eu ainda publiquei dois vídeos reagindo a lives em que Tatiana aparecia e se apresentava abertamente, explicando as motivações por trás de sua perseguição. Esses vídeos aumentaram ainda mais a tensão e, poucos dias depois, eu vivi o momento mais crítico de todo o processo. 

Apesar de estar há quase um mês tentando desmentir a página, apresentando fatos, provas e versões completas das conversas que elas distorciam, os meus vídeos não tinham o mesmo alcance. Enquanto as publicações do Vítimas da Estilista viralizavam rapidamente no TikTok, no YouTube e no Instagram, o meu conteúdo, por mais consistente e documentado que fosse, acabava sendo engolido pela onda de desinformação que elas alimentavam diariamente.

Mesmo com tudo o que eu vinha mostrando — prints verdadeiros, cronologias, mensagens íntegras —, o público ainda acreditava nelas. Eu continuava sendo atacada nos comentários, recebendo ofensas nos directs e sendo alvo de piadas e deboches, principalmente no TikTok, onde o perfil delas concentrava a maior parte da audiência. Havia ainda quem as defendesse abertamente, reforçando a ideia de que eu era culpada, e isso foi me destruindo pouco a pouco.

Depois do dia 7 de abril, entrei em um quadro depressivo muito grave. Eu já não tinha mais forças para tentar explicar a verdade. Era como gritar dentro de um vácuo. Por mais que eu mostrasse provas, ninguém parecia disposto a me ouvir. E o que doía mais era perceber que a página continuava no ar, sem qualquer questionamento público — como se tudo aquilo fosse verdade absoluta.

As mensagens de ódio se multiplicaram, e eu sabia que parte delas era organizada, enviada por pessoas incentivadas por aquele grupo. A pressão emocional se tornou insuportável. No dia 10 de abril, completamente esgotada e sem conseguir ver saída, cometi minha tentativa de suicídio. Foi o Fábio quem me encontrou já desacordada, quase em coma. Ele conseguiu me socorrer a tempo, levando-me ao pronto-socorro, onde fizeram a lavagem e colocaram a sonda.

Acordei horas depois, ainda muito fraca. Fui avaliada por um psicólogo e um psiquiatra de plantão, que recomendaram internação imediata. O Fábio, porém, pediu para que eu pudesse voltar para casa, se comprometendo a cuidar de mim, administrar a medicação e me manter sob observação constante. E assim foi feito.


Fiquei afastada das redes por alguns dias — nos dias 11 e 12 de abril, eu estava totalmente reclusa, tentando me recuperar, para não levantar suspeitas porem, o Fabio repostou conteúdos recentes que estavam no feed nos stories para ninguém perceber o motivo real do meu sumiço. Eu realmente não estava bem, e qualquer exposição naquele momento seria impossível.

Foi exatamente desse período de fragilidade que elas se aproveitaram. Assim que perceberam meu afastamento, decidiram reabrir o perfil e lançar o que chamaram de “a grande acusação”. O retorno do Vítimas da Estilista, no dia 13 de abril, veio com uma bomba calculada: a falsa denúncia ligada ao terreiro e os prints fabricados que já estavam prontos desde o dia 6. Elas sabiam que aquele era o momento certo para atacar — eu estava medicada, debilitada e em silêncio.



A publicação teve o efeito que elas buscavam. No mesmo dia 13, mesmo fraca, precisei gravar um vídeo de resposta para o YouTube. É um dos vídeos mais duros que já produzi. Nele, é visível o meu estado: o rosto abatido, olheiras profundas, a voz embargada e o olhar de alguém que havia acabado de enfrentar algo gravíssimo. O vídeo tem cerca de 13 minutos e foi feito à noite, poucas horas após a postagem delas.

Mas, como sempre, elas transformaram até a minha resposta em material de ataque. No dia 14 de abril, publicaram outro vídeo — agora usando trechos do meu desabafo e incluindo um novo print adulterado, o mesmo que mostrava minha foto e meu número, inserido posteriormente para tentar dar legitimidade à farsa. Era a “peça que faltava” para amarrar a narrativa falsa que haviam montado.

Hoje, ao olhar para toda essa sequência, fica evidente que nada ali foi aleatório. O vídeo do dia 13, os prints do dia 6, a reaparição estratégica da página e o silêncio aproveitado do meu afastamento: tudo fazia parte de uma engrenagem planejada para me aniquilar publicamente.

O objetivo era claro — me enterrar de vez, assim como haviam feito meses antes, quando manipularam a história da Bel. Elas esperavam repetir o mesmo padrão: mobilizar os seguidores, reacender o linchamento e transformar minha tentativa de defesa em mais uma arma contra mim. Mas, dessa vez, algo diferente aconteceu.


Mesmo abalada, eu reagi. No mesmo dia, publiquei meu vídeo de resposta, e, no dia seguinte, já medicada e emocionalmente estabilizada, apareci novamente diante das câmeras. Dessa vez, de pé, maquiada, com serenidade e firmeza, afirmando que estava viva, e que não iria mais se calar. Disse que agora era hora de terminar o que eu havia começado.

A partir dali, retomei o conteúdo com ainda mais força. E é justamente nos últimos posts da página, que analisaremos em seguida, que se revela o desespero delas diante da minha resistência — o momento em que a narrativa começa a ruir e o Vítimas da Estilista entra na sua reta final.




Conclusão – O capítulo do falso terreiro e da maior adulteração de prints já registrada

Esse foi, sem dúvida, um dos capítulos mais longos e complexos de toda a investigação, porque não se tratou apenas de desmentir um print de WhatsApp, mas sim de desmontar uma das postagens mais graves e criminosas publicadas pelo perfil Vítimas da Estilista. Essa postagem é hoje uma das mais vistas dentro do inquérito criminal, justamente porque reúne diversas tipificações penais em um único conteúdo.

Primeiro, o crime de intolerância religiosa, cometido ao usarem minha fé como ferramenta de difamação. Elas criam a narrativa de que, por eu ser umbandista, eu teria procurado uma mãe de santo para realizar “trabalhos de destruição” contra outras pessoas — reforçando o estigma histórico e preconceituoso de que toda pessoa da Umbanda ou do Candomblé pratica o mal. Isso não é apenas falso: é profundamente criminoso e ofensivo a todas as pessoas de fé que lutam há décadas para desconstruir esse preconceito.

Além disso, o caso envolve falsificação de conteúdo digital, adulteração de provas, vazamento ilícito de dados pessoais (como meu número de telefone) e uso de material fabricado para associar meu nome a crimes que nunca cometi. Entre as acusações incluídas nesse mesmo post estão supostas falas capacitistas — como a alegação mentirosa de que eu teria ofendido a filha da Bel — e acusações igualmente falsas de racismo, como a alegação de que eu teria chamado a influenciadora Andréia de “negra fedida”. Nenhuma dessas falas existiu. Todas foram inventadas, manipuladas e montadas dentro de um roteiro planejado.

O objetivo era claro: me associar a crimes gravíssimos para me destruir moral, espiritual e profissionalmente.

Mas a verdade é que as únicas criminosas, de fato, são as que produziram e divulgaram esse conteúdo.

Esse foi um dos posts que mais me exigiu emocionalmente para reconstituir. Demorei quase dois dias inteiros para revisar cada detalhe, cruzar horários, prints, postagens e vídeos, e comprovar — de forma irrefutável — que tudo foi uma farsa. E essa farsa não surgiu por acaso. Ela aconteceu no momento em que eu finalmente comecei a reagir, quando a minha voz começou a crescer e a incomodar. Elas sabiam que, se eu ganhasse espaço, a verdade viria à tona. E é por isso que, a partir daí, o ataque se intensifica.

Quando digo “elas”, não me refiro apenas a Patrícia, Tatiana e Jennifer — embora sejam as principais cabeças. Houve participação direta de outras pessoas: a Kris, a Maria Eduarda, e vários colaboradores e cúmplices que forneceram informações, prints e distorções. Entre eles, nomes já identificados no inquérito, como Diego, meu ex-namorado, que cedeu conversas adulteradas e criou versões falsas do nosso relacionamento; kat, minha ex-assistente, que distorceu fatos internos do ateliê e alimentou as mentiras do perfil; e clientes como Isis Leal, Erika (caso do tênis) e Viviane Ramirez, do Rio de Janeiro, entre outrasque também contribuíram ativamente com os ataques e difamações.

Cada uma dessas pessoas está sendo formalmente citada nos autos e será chamada a responder por sua participação.

Elas não vão responder sozinhas, porque nenhum crime dessa magnitude é cometido por uma pessoa só. Ele é articulado, distribuído e alimentado — e é assim que funcionou a rede que se formou contra mim.

E quando todas perceberam que eu havia acordado, que eu estava viva e disposta a lutar, o pânico tomou conta.

Elas entenderam que, se essa verdade saísse da bolha do TikTok e do YouTube, a narrativa inteira desmoronaria. Por isso, passaram a agir de forma cada vez mais desesperada, tentando me calar por todos os meios possíveis.

Mas, ainda assim, eu decidi continuar.

Continuei até o fim de abril — até o episódio do Hotel da Patrícia, que marca o encerramento desse ciclo de ataques e abre o último bloco de análise deste relatório.

Esse próximo trecho será mais direto e objetivo, pois trata das últimas postagens do Vítimas da Estilista, já em tom defensivo, quando a página começa a perder força diante da quantidade de conteúdos que eu mesma produzia no YouTube para expor as mentiras e desmontar, uma a uma, as acusações.


E AQUI EU DEIXO O MEU APELO PÚBLICO — E A MINHA EXIGÊNCIA LEGAL:


“Já que as próprias administradoras afirmaram que era meu direito solicitar a perícia,

EU EXIJO O ENVIO IMEDIATO DOS PRINTS ORIGINAIS DO WHATSAPP PARA O MEU DRIVE,

para que o perito que contratamos possa validar oficialmente tudo aquilo que já foi comprovado neste relatório — inclusive a adulteração, a montagem e as alterações de metadados.

Se, como vocês mesmas disseram, eu tenho esse direito, então exerço esse direito agora.

Afinal, se o ônus da prova e meu?

Como pode uma prova ser minha se vocês a fabricaram, manipularam e a mantêm em segredo até hoje?

E ai meninas, vocês vão entregar essas provas — a mim, à minha advogada ou a qualquer jornalista que solicitar — ou vão fugir da verdade igual a Patrícia?”


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